Navegando em "Meio ambiente"
jan 4, 2013
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Impulsionada por lei, reciclagem de eletrônicos registra crescimento no Brasil

Ao final de 2012, o Brasil terá descartado 495 mil toneladas de produtos como computadores, celulares, TVc e outros aparelhos pequenos. Em 2016, serão 892 mil toneladas

Um dos principais pontos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010, o princípio da responsabilidade compartilhada estabelece que fabricantes, revendedores e consumidores destinem e/ou reaproveitem corretamente os resíduos sólidos. A procura para dar um fim ambientalmente correto ao chamado lixo tecnológico tem aumentado com o desenvolvimento da lei, segundo reportagem apurada pela Folha.

O diretor da recicladora de eletrônicos Vertas, situada em Mauá (SP), afirmou que passou a receber um número maior de consultas e de produtos desde que a lei passou a valer – os fabricantes foram obrigados a dividir a responsabilidade dos resíduos que geram com os revendedores e têm até 2014 para se adaptar às novas regras. Dell, HP, Itautec, Nokia, Motorola e Positivo dispõem de programas próprios de coleta de produtos no país.

Para Maria Tereza Carvalho, diretora do Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática), da USP, há uma “demanda reprimida” pela reciclagem. “Muita gente me procura para montar seu próprio centro.”

Ao final de 2012, o Brasil terá descartado 495 mil toneladas de produtos como computadores, celulares, TVs e outros aparelhos pequenos. Em 2016, serão 892 mil toneladas.

Herbert Mascarenhas, da Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), que tem como parceiras AOC, Panasonic, Philips e outros, concorda que houve aumento na procura. “É hoje uma área bastante assediada. Tenho recebido muito mais consultas sobre a gestão do processo.”

Coletadores do e-lixo
Estudo feito a pedido do governo federal mostra que, se as 150 maiores cidades do país receberem a estrutura necessária, como pontos de coleta, dois terços do e-lixo brasileiro terão sua reutilização viabilizada.

Mas isso não significa que é o Estado quem vai agir nesse sentido. “A responsabilidade é compartilhada por fabricantes, importadores e comerciantes”, observou Zilda Veloso, gerente de resíduos perigosos do Ministério do Meio Ambiente. “Se prefeituras instalarem pontos de coleta, por exemplo, poderão cobrar desses responsáveis.”

Projetos sociais
Instituições em todo o Brasil recebem os resíduos tecnológicos dos aparelhos eletrônicos e os encaminham para projetos sociais de inclusão digital e escolas. O Cedir, por exemplo, envia 200 computadores por ano. O centro, após período de reformas, voltou a aceitar doações na segunda-feira, 10 de dezembro.

A Abre (Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes) recebe qualquer tipo de eletrônico e envia os aparelhos que ainda funcionam a uma das 85 instituições sem fins lucrativos de seu cadastro. A associação também aceita equipamentos pifados – que são reciclados.

O C3RCO, parceria entre a Prefeitura de Osasco e a ONG Sampa.org, iniciado no segundo semestre de 2012 em Osasco (SP), aproveita computadores doados e oferece formação técnica em informática a 60 jovens com idade de 16 a 21 anos e baixa renda familiar.

Além de oficinas culturais, que envolvem atividades de estudo de música, os alunos do projeto recebem uma bolsa de R$ 286 para fazer 16 horas semanais de aulas de software e de montagem e manutenção de PCs.

Fonte: Eco Viagem

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dez 7, 2012
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Brasileiros estão dispostos a separar o lixo em casa, mostra pesquisa Ibope

Pesquisa aponta ainda que 36% não concordam com a existência de uma taxa do lixo

Por Agência Brasil

SÃO PAULO – A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.
Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos sólidos, o porcentual dos que não têm meios para o descarte sustentável chega a 64% dos entrevistados. A quantidade de pessoas que contam com coleta seletiva ou que têm algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Em relação aos produtos que costumam ser separados nessas casas, as latas de alumínio ficam em primeiro lugar, com 75%, seguidas pelos plásticos (68%), papéis e papelões (62%) e vidros (55%). Os eletrônicos, por outro lado, são separados por apenas 10% dos entrevistados. Cerca de 9% dos entrevistados não separam nenhum material mesmo que o serviço de coleta seletiva esteja implantado na sua região.

Dos que contam com o serviço de coleta seletiva, metade (50%) dos casos tem a prefeitura como responsável pelo trabalho. Catadores de rua (26%), cooperativas (12%) e local de entrega (9%) aparecem em seguida dentre os meios de coleta disponíveis.

O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relacionada ao lixo divide opiniões. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar uma quantia maior é aprovada completamente por 13% dos entrevistados, 23% concordam parcialmente. Os que discordam completamente a respeito do pagamento da taxa somam 36%. Há ainda os que não concordam, nem discordam (16%) e os que discordam em parte, com 10%.

Na hora de consumir, práticas sustentáveis ainda são deixadas de lado. Preço, condições de pagamento, durabilidade do produto e marca lideram as preocupações do consumidor brasileiro. O valor do produto, por exemplo, é considerado um aspecto fundamental por 70% dos entrevistados. Características do produto ligadas à sustentabilidade, no entanto, como os meios utilizados na produção, o tempo que o produto leva para desaparecer na natureza e o fato de a embalagem ser reciclável, ficam em segundo plano.

Os entrevistados responderam ainda quais produtos devem ser menos usados em suas casas nos próximos três anos. O campeão foi a sacola plástica. O produto é comprado com frequência em 80% das residências, mas 34% dos entrevistados esperam reduzir o consumo. Em seguida aparecem os copos descartáveis (31%), bandejas de isopor (22%) e garrafas PET (21%). No fim da lista, entre os que devem permanecer com alto porcentual de consumo, estão os produtos de limpeza perfumados. Apenas 9% estimam que irão reduzir o uso desses materiais.

O Programa Água Brasil é uma iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA) e da organização não governamental WWF-Brasil, com intuito de fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade.

Fonte: Estadão

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nov 28, 2012
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Níveis de gases do efeito estufa atingem novo recorde em 2011, indica estudo

GENEBRA – Os volumes de gases do efeito estufa, apontados como responsáveis pelas mudanças climáticas no planeta, alcançaram um novo recorde em 2011, informou a Organização Meteorológica Mundial em seu boletim anual sobre o efeito estufa, divulgado nesta terça-feira.
A quantidade de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa emitido pelas atividades humanas, se expandiu num ritmo semelhante ao da década anterior e chegou a 390,9 partes por milhão (ppm), 40 por cento acima do nível pré-industrial, de acordo com o levantamento.

O volume cresceu a uma média de 2 ppm nos últimos dez anos.

Os combustíveis fósseis são a fonte principal de cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono liberados na atmosfera desde o início da era industrial, em 1750, afirmou a organização.

O secretário-geral da entidade, Michel Jarraud, disse que bilhões de toneladas de dióxido de carbono extra iriam permanecer por séculos na atmosfera, provocando mais aquecimento no planeta.

“Já temos visto que os oceanos estão ficando mais ácidos, com repercussões potenciais para a cadeia alimentar subaquática e os recifes de coral”, disse ele em um comunicado.

Níveis de metano, outro gás do efeito estufa que permanece por muito tempo na atmosfera, aumentaram com consistência nos últimos três anos depois de terem ficado estabilizados por cerca de sete anos. Os motivos para essa estabilização ainda não estão claros.

Fonte: Estadão

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out 29, 2012
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Toneladas de ouro e prata vão parar no lixo

Tesouro desprezado

O lixo eletrônico é um problema sério, mas também é um recurso valioso.

Segundo instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 320 toneladas de ouro e 7,5 mil toneladas de prata são utilizadas anualmente para a produção de aparelhos eletrônicos como computadores, tablets e celulares.

O valor dos metais empregados soma cerca de US$ 21 bilhões – US$ 16 bilhões em ouro e US$ 4 bilhões em prata – a cada ano.

E, quando os aparelhos são descartados, menos de 15% do ouro e da prata são recuperados.

O resultado do acúmulo constante é que o lixo eletrônico mundial contém “depósitos” de metais preciosos de 40 a 50 vezes mais ricos do que os contidos no subsolo, de acordo com dados apresentados na semana passada em reunião organizada pela Universidade das Nações Unidas e pela Global e-Sustainability Initiative (GeSI) em Gana, África.

Ouro e prata no lixo

As quantidades de ouro e prata que vão parar no lixo aumentam à medida que crescem as vendas de aparelhos como os tablets, cujas vendas em 2012 deverão chegar a 100 milhões de unidades em todo o mundo, número que deverá dobrar até 2014.

Produtos elétricos e eletrônicos consumiram 197 toneladas em 2001, equivalentes a 5,3% da oferta mundial do metal.

Em 2011, foram 320 toneladas, com 7,7% do total disponível. Continue lendo »

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out 15, 2012
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Reciclável é diferente de Reciclado

Reciclável indica que o material pode ser transformado em outro novo material. Reciclado indica que o material já foi transformado. Algumas vezes, o material que foi reciclado pode sofrer o processo de reciclagem novamente. Certos materiais, embora recicláveis, não são aproveitados devido ao custo do processo ou à falta de mercado para o produto resultante. [Cartilha Coleta Seletiva]

Por que estou colocando essa definição aqui? Porque muitas empresas estão se aproveitando do termo “reciclável” pra dizer que o seu produto é ecológico. E na verdade, a maioria das coisas dá pra reciclar! Como foi dito no trecho acima, existem complicações que impedem que muitos materiais não sejam encaminhados para a reciclagem, às vezes até por falta de incentivo.

O produto que foi reciclado, é um produto especial pois ele está reutilizando uma matéria prima que na prática iria para o aterro ou lixão. Nesse processo, ele evita que aquele mesmo tipo de material seja produzido para um produto original, economizando energia, água e insumos no processo de fabricação.

Por isso preste atenção na diferença entre Reciclável e Reciclado!!!

Fonte: Meu mundo sustentável

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out 10, 2012
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“Reciclagem criativa” faz até isopor virar tijolo em Bauru

Melhorar a relação humana com o meio ambiente e desenvolver tecnologias são duas das principais características dos projetos sustentáveis da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru-SP.

Seguindo esses passos, os alunos do curso técnico de edificações apresentam mais uma inovação para a construção civil: blocos de alvenaria feitos de gesso reciclado e isopor.

Criado para ser capaz de compor paredes resistentes, os tijolos não propagam chama, ajudam a equilibrar a temperatura ambiente e são mais leves do que os disponíveis no mercado. “Já fizemos testes de resistência e, em termos de dureza, o tijolo foi classificado entre o latão e o alumínio. Quanto à resistência à compressão, o produto resiste de 60 a 70 quilos por centímetro quadrado”, explica Luiz Antônio Branco, arquiteto, professor do curso técnico de edificação do Senai e coordenador do projeto.

Segundo Branco, a construção civil descarta grande quantidade de gesso e tal descarte representa alto custo para essa indústria por ser necessário deslocamento até o aterro de destino do material. “Outra incômodo é a necessidade de separar e armazenar o produto até a hora do descarte, o que ocasiona bloqueio de áreas úteis nos canteiros de obras. Mais uma razão para o surgimento da ideia, destaca”.

Fonte: SIECON

Fonte: Constell

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out 2, 2012
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Marca de maquiagem cria programa de reciclagem de embalagens

POR GABRIELA MACHADO, GREENVANA

Uma estatística de empresas do setor de cosméticos revelou que, em média, uma mulher possui doze tipos diferentes de embalagens de maquiagem, entre potinhos, bastões e suportes para batons.

São tantos os resíduos desse setor que a marca Origins, que usa apenas ingredientes de origem vegetal e mineral em seus produtos, lançou uma campanha de recolhimento de potes de blushes, bastões de máscaras para cílios e demais recipientes de maquiagem para serem destinados à reciclagem.

A maioria das embalagens, geralmente sujas com restos de pó e tintas, forma uma combinação plástica que dificilmente é enviada para a reciclagem. Por isso, pode-se dizer que o segmento está longe de ser um exemplo em reaproveitamento.

O programa “Volta para o Programa de Reciclagem da Origins” abre para as clientes a possibilidade de devolver às lojas da marca suas embalagens vazias (inclusive de outras empresas), o que acaba aumentando o vínculo da marca com a consumidora. Os recipientes são coletados e enviados a uma central, onde serão reciclados e transformados em novas embalagens ou processados em usinas geradoras de energia.

A empresa, que por enquanto não está presente no Brasil, anunciou ter recolhido mais de 17 mil quilos de embalagens nos Estados Unidos, Canadá, Cingapura, Hong Kong, Taiwan, Reino Unido e Malásia e considera estender o programa para outros países.

Fonte: Moda Spot

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set 18, 2012
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Fábrica de salgadinhos investe em sustentabilidade e eleva faturamento

Recheios são feitos com energia solar e óleo da fritura é reciclado.
Investimento de US$ 1,5 mil gera economia de cerca de R$ 13 mil por mês.

Simone Cunha

Placas de captação da luz do sol esquentam a água que vai cozinhar o frango da coxinha e, depois do salgadinho frito, o óleo vai para coletores e vira sabão. Quando a produção de salgados termina, a fábrica é lavada com água da chuva captada pela cisterna. Com investimento de cerca de US$ 1,5 mil, 10% do custo da fábrica, a Twin Peaks, de Campinas, no interior de São Paulo, reduziu o consumo de recursos naturais temperando os salgadinhos com pitadas de sustentabilidade.

O que no início pareceu gasto, no fim das contas – e de um prazo de 2 anos para se pagar – gera economia de R$ 13 mil por mês e pontos para conquistar clientes, diz o dono da empresa, Murilo Cunha. “Esse é o outro lado da moeda porque você economiza muito.”

Se quem come os salgadinhos (fritos ou assados, gourmets ou de boteco) da empresa não percebe a diferença, a fábrica dá algumas pistas de que há algo de diferente ali. No telhado, há placas de energia solar ligadas a um sistema que leva água às panelas. Com ele, o frango, a carne e o bacalhau usados nos recheios são cozidos em água esquentada pela energia do sol a 70° C, o que gera uma economia de R$ 5 mil por mês em uma conta de R$ 10 mil.

Também no telhado, uma cisterna capta da chuva água suficiente para 60% do uso da fábrica. É desse sistema que sai a água usada para lavar a fábrica no fim de cada expediente e nas descargas dos banheiros. A economia na conta é de R$ 8 mil, estima Murilo, que paga cerca de R$ 12 mil por mês.

Fora da fábrica, o setor de coleta de resíduos é a terceira frente de investimento – e bem baixo, avisa Murilo – em sustentabilidade. Como tinha que ter funcionários fazendo o descarte das embalagens de matéria prima usadas na produção, para evitar a temida contaminação cruzada, a empresa resolveu ir um pouco além e recicla o material. O grupo separa plástico, papel, vidro e também o óleo usado na fritura dos salgadinhos e leva uma vez por semana, de carro, para cooperativas. O material rende cerca de R$ 500 por mês. Continue lendo »

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set 12, 2012
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MCDonald’s troca copo de papel descartável por reutilizável e diminui lixo

O McDonald’s da França diminuiu o lixo que é produzido pelo fast-food todos os dias. Com ajuda do designer Patrick Norguet, a rede vai substituir todos os copos descartáveis usados no McCafé por copos reutilizáveis!

O copo, chamado de tasse, é feito de material resistente e tem revestimento colorido de espuma, para evitar que o calor da bebida queime a mão. A intenção da empresa é que o cliente compre o copo reutilizável e leve-o ao restaurante toda vez que for tomar um cafézinho. Para estimular que os consumidores reutilizem o copo, o McDonald’s dará desconto no café da manhã.

O bom é que a novidade não ficará restrita aos McDonald’s da França. A empresa pretende “exportar” o copo reutilizável para os outros restaurantes da marca em todo o mundo.

Fonte: SWU

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set 4, 2012
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Transforme sua faxina com produtos ecologicamente corretos

Os produtos de limpeza também entraram na onda do ecologicamente correto. Os fabricantes estão se preocupando em atender a demanda ecofriendly começando pela produção, que é menos agressiva para o meio ambiente, já que emite menos gás carbônico, principal contribuinte para o efeito estufa. Por definição, o produto ecológico é aquele que não agride a natureza, que se mistura ao ambiente sem modificá-lo. “Para que seja ecologicamente correto, ele tem que ser biodegradável. Neste caso, usa-se matéria primas de componentes que já existem na natureza. Exemplos disso são o sabão de coco e os sabonetes à base de óleos vegetais”, afirma José Agatte, técnico químico da Prothal, que fabrica produtos de limpeza ecológicos.

Os fabricantes em geral também se preocupam com as embalagens: são recicláveis ou biodegradáveis e seus componentes causam um impacto menor em comparação aos produtos regulares, que em sua maioria são derivados de petróleo.

Existem as receitas caseiras que usam bicarbonato de sódio como desengordurante ou para limpar a louça do banheiro. Uma solução de vinagre com água serve para limpar os vidros e suco de limão, para remover ferrugem.

Há também os produtos industrializados que cuidam de fazer a limpeza da casa sem deixar resíduos agressivos. A principal estratégia é investir em concentrados, que podem ser diluídos em água e, por isso, duram mais tempo sem perder a eficácia.

Outra opção são os mais “naturebas”, com componentes de limpeza que podem ser encontrados na natureza, como o terpeno, um engraxante natural feito a partir dos ácidos das cascas da laranja. Ele é o princípio ativo dos produtos da marca Mr. Green, que conta com produtos para limpeza doméstica como multiuso, limpa-estofados, limpa-inox e limpa vidros. “Estudos apontam que os produtos da marca se degradam 90% em 30 dias. Por seu baixo teor alergênico e toxicidade, seu uso não requer equipamento especial de proteção, além de trazer um baixíssimo impacto ambiental”, explica Miguel Santos Neto, proprietário da empresa.

Além do plástico que serve como recipiente para os produtos de limpeza, o próprio produto é, na maioria das vezes, derivado de petróleo. “As diferenças estão nas matérias primas. Os produtos ecológicos utilizam as naturais, no nosso caso, o babaçu, por exemplo. Já no caso dos regulares, são derivados de petróleo, que promovem ‘explosão’ de espuma, dão a falsa sensação de limpeza e, além de tudo, ressecam as mãos após o uso”, defende Michelle Yoshida, gerente de produtos da Amazon H2O. “Os derivados de petróleo são os responsáveis pela degradação do meio ambiente – não apenas após o uso, mas durante a sua produção também”, completa.

A espuma é a grande vilã. Ela indica que o produto tem fosfato, um dos principais poluentes, já que não se degrada no ambiente e pode criar camadas sobre a superfície dos rios, impedindo a passagem de luz e oxigênio, o que afeta a fauna e flora.

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Especial para o Terra

Fonte: Vida e Estilo

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