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set 18, 2012
Metagreen

Fábrica de salgadinhos investe em sustentabilidade e eleva faturamento

Recheios são feitos com energia solar e óleo da fritura é reciclado.
Investimento de US$ 1,5 mil gera economia de cerca de R$ 13 mil por mês.

Simone Cunha

Placas de captação da luz do sol esquentam a água que vai cozinhar o frango da coxinha e, depois do salgadinho frito, o óleo vai para coletores e vira sabão. Quando a produção de salgados termina, a fábrica é lavada com água da chuva captada pela cisterna. Com investimento de cerca de US$ 1,5 mil, 10% do custo da fábrica, a Twin Peaks, de Campinas, no interior de São Paulo, reduziu o consumo de recursos naturais temperando os salgadinhos com pitadas de sustentabilidade.

O que no início pareceu gasto, no fim das contas – e de um prazo de 2 anos para se pagar – gera economia de R$ 13 mil por mês e pontos para conquistar clientes, diz o dono da empresa, Murilo Cunha. “Esse é o outro lado da moeda porque você economiza muito.”

Se quem come os salgadinhos (fritos ou assados, gourmets ou de boteco) da empresa não percebe a diferença, a fábrica dá algumas pistas de que há algo de diferente ali. No telhado, há placas de energia solar ligadas a um sistema que leva água às panelas. Com ele, o frango, a carne e o bacalhau usados nos recheios são cozidos em água esquentada pela energia do sol a 70° C, o que gera uma economia de R$ 5 mil por mês em uma conta de R$ 10 mil.

Também no telhado, uma cisterna capta da chuva água suficiente para 60% do uso da fábrica. É desse sistema que sai a água usada para lavar a fábrica no fim de cada expediente e nas descargas dos banheiros. A economia na conta é de R$ 8 mil, estima Murilo, que paga cerca de R$ 12 mil por mês.

Fora da fábrica, o setor de coleta de resíduos é a terceira frente de investimento – e bem baixo, avisa Murilo – em sustentabilidade. Como tinha que ter funcionários fazendo o descarte das embalagens de matéria prima usadas na produção, para evitar a temida contaminação cruzada, a empresa resolveu ir um pouco além e recicla o material. O grupo separa plástico, papel, vidro e também o óleo usado na fritura dos salgadinhos e leva uma vez por semana, de carro, para cooperativas. O material rende cerca de R$ 500 por mês. Continue lendo »

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