Navegando em " isopor"
out 10, 2012
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“Reciclagem criativa” faz até isopor virar tijolo em Bauru

Melhorar a relação humana com o meio ambiente e desenvolver tecnologias são duas das principais características dos projetos sustentáveis da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru-SP.

Seguindo esses passos, os alunos do curso técnico de edificações apresentam mais uma inovação para a construção civil: blocos de alvenaria feitos de gesso reciclado e isopor.

Criado para ser capaz de compor paredes resistentes, os tijolos não propagam chama, ajudam a equilibrar a temperatura ambiente e são mais leves do que os disponíveis no mercado. “Já fizemos testes de resistência e, em termos de dureza, o tijolo foi classificado entre o latão e o alumínio. Quanto à resistência à compressão, o produto resiste de 60 a 70 quilos por centímetro quadrado”, explica Luiz Antônio Branco, arquiteto, professor do curso técnico de edificação do Senai e coordenador do projeto.

Segundo Branco, a construção civil descarta grande quantidade de gesso e tal descarte representa alto custo para essa indústria por ser necessário deslocamento até o aterro de destino do material. “Outra incômodo é a necessidade de separar e armazenar o produto até a hora do descarte, o que ocasiona bloqueio de áreas úteis nos canteiros de obras. Mais uma razão para o surgimento da ideia, destaca”.

Fonte: SIECON

Fonte: Constell

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jul 4, 2012
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Isopor: bonitinho, mas ordinário

Material de mil utilidades, o poliestireno expandido, mais conhecido como isopor, chega às nossas casas sob diversas formas: desde bandejas que acompanham alimentos como carne, legumes e frios, até como componentes de embalagens de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. Quimicamente, o isopor consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio. Por ser um plástico celular e rígido, ele tem as vantagens de poder apresentar-se numa grande variedade de formas e de ter aplicações bastante diversas.

Muito bom, não é? Isso tudo seria ótimo se ele não fosse tão danoso ao meio ambiente e difícil de reciclar. As razões são várias.

Um dos problemas do isopor é sua composição: 98% de ar e 2% de plástico. Isso quer dizer que, quando derretido, o volume final do isopor cai para 10% do que foi coletado. Por essa razão, a maioria das cooperativas e empresas do setor de reciclagem sequer aceita doações, ao menos de pequenas quantidades do produto. E muito menos se dispõem a coletá-lo, já que, devido à sua baixa densidade, ele ocupa muito volume, o que encarece seu transporte e, conseqüentemente, a sua reciclagem, exigindo quantidades muito grandes para se viabilizar economicamente o processo como um todo.

Quando não vai para reciclagem o isopor pode provocar diversos prejuízos. Se for destinado ao lixo, pode levar, conforme estimativas, 150 anos para se decompor. Nos aterros sanitários, além de ocupar muito espaço e saturar com mais rapidez as áreas destinadas ao lixo, o que exige grandes investimentos públicos para a construção de novos aterros, a compactação causada pelos restos de isopor prejudica a decomposição de materiais biodegradáveis. E se for para lixões, estará deixando seu rastro no ambiente por um longo período de tempo.

Se jogado em rios e mares, as pelotas de isopor – produto do esfacelamento desse material – são ingeridas por cetáceos e peixes ao serem confundidas com organismos marinhos, e, muitas vezes, acabam por matá-los.

Por fim, se for queimado, o isopor libera gás carbônico contribuindo, portanto, para a poluição do ar e para o aquecimento global.

Por todas essas razões, Patrícia Blauth, da Consultoria Menos Lixo – Projetos de Educação em Resíduos Sólidos, recomenda que se evite comprar produtos armazenados e transportados com isopor. Segundo ela, diversos usos para o isopor são bastante questionáveis, como “as bandejinhas de frios, frutas e legumes, por exemplo, têm função meramente decorativa”, declara. Esse uso poderia ser substituído por outro material ou simplesmente eliminado sem prejuízos ao consumidor e com um enorme benefício para o meio ambiente, argumenta a pesquisadora. Nesse caso, o consumidor pode pedir no supermercado que seus produtos sejam embalados na hora e sem a inclusão da bandejinha de isopor. Continue lendo »

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jun 28, 2012
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O isopor pode ser reciclado? Como jogar fora o Poliestireno Expandido?

Uma grande dúvida que sempre tenho, quando penso em coleta seletiva do lixo, é com relação ao isopor.
O que é o isopor? Isopor é reciclável? Como descartar os produtos de isopor?

O poliestireno expandido (EPS), também conhecido como isopor, é encontrado hoje em dia, nas mais diversas utilizações. Desde embalagens de eletrodomésticos até revestimentos de câmaras frigoríficas.

Entretanto, esse material é muito nocivo ao meio-ambiente.

Por si só, o isopor não polui nem contamina a terra; o problema maior está nas centenas de anos que ele demora a se decompor e no grande volume que ocupa, durante todo esse tempo, nos aterros sanitários. Além disso, nos aterros sanitários, o isopor funciona como um isolante, dificultando a degradação do lixo orgânico e a expulsão dos gases resultantes da decomposição.

Mas isso só acontece devido à desinformação, falta de conscientização da população (que coloca o material no lixo comum) e às características físicas do isopor (leve e volumoso) que dificultam seu armazenamento e transporte. O seu valor comercial acaba sendo pequeno e os catadores de papel não catam o isopor que encontram pelas ruas.

Muitas pessoas e empresas por não terem onde descartar esse material acabam queimando grandes quantidades, normalmente à noite, o que agrava em muito o problema do aquecimento global e da poluição do ar.

Em vários lugares ouve-se dizer que o isopor não é reciclável.

No artigo “Como descartar corretamente os materiais recicláveis”, vemos que o especialista orienta para jogar o pratinho de isopor no recipiente de não recicláveis.

Entretanto, o que pouca gente sabe é que o isopor é 100% reciclável.

Esse desconhecimento acaba por relegar essa matéria-prima preciosa ao lixo comum.

Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o reaproveitamento do isopor.

Na capital de São Paulo, por exemplo, já existem cooperativas que fazem a reciclagem do produto, mas a falta de conscientização da população e das empresas geradoras de embalagens de EPS, além da dificuldade logística causada pelo grande volume e pouco peso do produto, são os maiores empecilhos ao crescimento desse reaproveitamento tão necessário. Continue lendo »

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