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fev 25, 2014
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Uma das soluções pro lixo: Coleta Seletiva

Leila dos Anjos

O que é coleta seletiva? Essa foi a pergunta que eu fiz para algumas pessoas nesse mês, algumas pensavam que era a coleta normal de lixo em um horário específico, outras falaram que era a separação do lixo depois que ele chega no depósito, e ainda outras falaram que é a divisão do lixo em orgânico e não orgânico, mas na realidade qual é a definição de Coleta Seletiva? De acordo com estudiosos, a Coleta Seletiva é um processo de recolhimento de materiais recicláveis, os quais são separados adequadamente na fonte geradora e assim levado a fase inicial da reciclagem. Sendo que os tipos de coleta seletiva são baseados na coleta Domiciliar – a qual assemelha-se ao procedimento convencional da coleta de lixo, sendo que a única diferença é que há dias e horários específicos em que os veículos coletores passam; na coleta em Postos de Entrega Voluntária – a qual é colocado pequenos depósitos em pontos fixos, no qual os cidadãos depositam os materiais recicláveis; na coleta em Postos de troca – a qual se troca os materiais por algum bem; além dos catadores que recolhem esses materiais e vendem, para contribuir na sua fonte de renda. Assim, percebe-se que essas atitudes são responsáveis para a melhoria do meio ambiente e para a vida sustentável da sociedade.

Além disso, na entrevista ficou claro que para a implantação de um sistema de Coleta Seletiva a educação é prioridade, ou seja, o bom funcionamento da Coleta Seletiva deve ser baseado em um processo de educação ambiental, usando como sustentação a conscientização, dessa forma a sensibilização é alcançada através de uma orientação metodológica e técnica.

É importante frisar que a Coleta Seletiva pode oferecer inúmeras vantagens, entre elas a melhora da limpeza da cidade – gerando uma qualidade de vida à população, a geração de empregos para a população não qualificada e a contribuição para diminuir a poluição do solo, da água e do ar.

E para ficar mais por dentro do assunto, segue algumas dicas:

1. Sacola de palha está na moda – As sacolinhas de plástico fornecidas nos supermercados para carregar as compras demoram 450 anos para se decomporem e ocupam de 15% a 20% do volume de um lixão.

2. Garrafa e caneca a postos – Garrafas de material durável devem ser difundido, para diminuir a produção de copos descartáveis. A dica vale para o ambiente de trabalho também: deixe no escritório uma caneca.

3. Menos papel, mais árvores em pé – Prefira ler textos no computador a imprimi-los. Use o verso de folhas de papel e reutilize envelopes, colocando etiquetas adesivas nos endereços. Relembre os tempos da vovó: adote um coador de pano para preparar o café. Cerca de 20 árvores deixarão de ser cortadas para cada tonelada de papel reutilizado.

4. A era do a granel – Em vez de comprar dois pacotes de 300g de queijo, enfrente a fila e peça 600g a granel. Será uma embalagem plástica a menos. Essa tática pode ser aplicada a frios, salsichas, geléias e muitos outros alimentos.

5. Palmas para o refil – Prefira comprar produtos com refil, que utiliza menos matéria-prima. Assim, você colocará menos quantidade de plástico fora após a segunda compra.

6. O bebê quer pano – Fraldas descartáveis podem ser práticas, mas as de pano são mais amigas do ambiente – Até os dois anos, um bebê utiliza cerca de 8 fraldas por dia. No total, cada criança usa, em média, 5.840 fraldas.

7. Adeus à marmita de alumínio – Quem busca almoço ou janta em restaurante e leva para casa nas famosas marmitas de alumínio, deve comprar os modelos antigos, feitos de plástico durável.

8. Recarregando as energias – Pilhas e baterias recarregáveis têm vida útil muito maior do que as pilhas comuns ou alcalinas.

9. Vidro sim, plástico não – Entre uma embalagem de vidro e outra de plástico, opte pela primeira. Potes de requeijão podem virar copos, e potes de pepino em conserva, embalagens para doces.

10. Nada de papel de propagandas – Evite pegar os papéis distribuídos junto aos semáforos. Um dia, quando ninguém mais pegar, essas propagandas deixarão de ser feitas, e menos lixo deixará de ser produzido.

Cada brasileiro joga fora, em média, por ano: 90 latas de bebida; 107 frascos de vidro; 70 latas de alimento; 45 quilos de plástico, volume de papel equivalente a duas árvores e 10 vezes seu peso em materiais orgânicos.

Colete, recicle, invente, faça sempre algo diferente, para que o lixo diminua do nosso meio ambiente.

Fonte: Gosto de ler

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fev 18, 2014
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Brasil ainda desperdiça potencial de reciclagem

Falta de gerenciamento correto dos resíduos sólidos representa desperdício anual de R$ 8 bilhões

Fonte: www.camara.gov.br

Hoje 98% das latinhas de alumínio usadas no Brasil são recicladas. Mas, no total, apenas 3% do lixo produzido no País é reciclado, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre). Esse é um dos problemas que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) tenta resolver. A expectativa do Ministério do Meio Ambiente é que essa política ajude o Brasil a alcançar índice de reciclagem de resíduos de 20% em 2015. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a falta de gerenciamento correto dos resíduos sólidos representa desperdício anual de cerca de R$ 8 bilhões. Ou seja, se o lixo for reciclado, pode virar emprego e renda. Não cuidar do lixo significa também jogar dinheiro fora, além de problemas ambientais e sociais.

O presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais do Meio Ambiente, o ex-deputado Pedro Wilson, diz que hoje há 1 milhão de catadores de lixo no Brasil. “Esse pessoal se organizou e hoje nós temos um movimento nacional de catadores de materiais de reciclagem, que está ajudando a mobilizar a cidade, para uma coleta seletiva, que é um desafio grande.” A Política de Resíduos Sólidos reconhece o papel dos catadores de material reciclável e prevê que o governo crie programas para melhorar as condições de trabalho e as oportunidades de inclusão social deles. O presidente da Central de Cooperativas de materiais recicláveis do DF, Roney Alves, diz que, em Brasília, essa valorização já está ocorrendo. “O governo federal, aqui no Distrito Federal, cedeu áreas para implementação de centros de triagem, existem linhas de financiamento do BNDES, do Ministério das Cidades, da Fundação Banco do Brasil para fomentar e apoiar cooperativas e associações de catadores no Brasil inteiro”, enumera Alves. Cooperativas A Política de Resíduos Sólidos também prevê que os planos municipais de gestão do lixo incluam as cooperativas e associações de catadores, que podem auxiliar no sistema de coleta seletiva. O problema é que apenas 10% dos 5.565 municípios brasileiros elaboraram esse plano, cumprindo o prazo estabelecido pela lei, que era agosto do ano passado. Segundo Roney Alves, ao contrário do governo federal, as prefeituras não vêm facilitando a vida dos catadores. “O grande problema é quando chega nos município”, lamenta. “A gente tem observado, no Brasil inteiro, que são pouco os municípios que estão contratando cooperativas e associações.

Mesmo com todo esse arcabouço legal, as prefeituras não estão contratando as cooperativas e associação de catadores”, reclama Alves. A cidade de Sertãozinho, na Paraíba, é um dos municípios brasileiros que está promovendo programa de coleta seletiva e de reciclagem, em conjunto com a associação local de catadores. “O que é lixo, na verdade, é dinheiro”, diz a prefeita do município paraibano, Márcia Mousinho. “A gente está fazendo uma parceria para aproveitamento desse material para a confecção de brinquedos.

Nós estamos efetivamente querendo gerar renda”, comemora. Márcia Mousinho lembra que, para ter sucesso, é preciso informar a população e gerar uma mudança de comportamento. “Estamos distribuindo folders, fazendo trabalho de conscientização da população para que separem o lixo reciclado do lixo molhado.” Consumo consciente Além de ajudar a separar o lixo e fazer o descarte de cada produto no lugar correto, o brasileiro pode ajudar com o consumo responsável. O Brasil está consumindo mais, com estímulo do governo, mas também está gerando cada vez mais resíduos. Hoje cada brasileiro produz cerca de 1,5 kg de lixo por dia. O deputado Penna (PV-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, é um dos defensores do consumo responsável.

“Nós precisamos reduzir o lixo, precisamos que as pessoas entendam que depende muito da sociedade, da ação do indivíduo, sem dispensar naturalmente a ação governamental.” Em parceria com o setor privado, o Ministério do Meio Ambiente lançou, em 2011, um plano para ampliar o consumo sustentável no País. A meta é que, até 2014, a porcentagem de consumidores conscientes dobre de 5% para 10%.

Fonte: Sustentabilidade Sebrae

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mai 17, 2013
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Gargalos impedem avanço da reciclagem

Empresas estão com até 30% de capacidade ociosa

A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no país, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.

Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: “O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios”.

A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: “Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores”.

Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.

Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: “De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição”, defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): “em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem”.

Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: “muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de PET [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado”.

Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas PETs na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de PETs na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.

A produção de PET a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das PETs, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.

O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: “Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado”.

Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: “nem chamo de lixo uma PET ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade”.

Fonte: Agência Brasil

Fonte: Infonet

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fev 4, 2013
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Troque ou doe materiais escolares e reduza custos e impactos ambientais

Fardamentos, livros, mochilas, objetos de papelaria, são exemplos de produtos que podem ser reaproveitados para reduzir os gastos. Além de economizar, essas atitudes também contribuem para reduzir o impacto ambiental negativo

 

Início de ano também é sinônimo de volta às aulas nas escolas. Ou seja, hora de comprar uma série de produtos contidos nas listas enviadas pelas instituições de ensino. Mas, que tal adotar atitude sustentável, e ao invés de comprar, trocar alguns dos itens.

Fardamentos, livros, mochilas, objetos de papelaria, são exemplos de produtos que podem ser reaproveitados para reduzir os gastos. Além de economizar, essas atitudes também contribuem para reduzir o impacto ambiental negativo sobre os recursos naturais utilizados na fabricação de novos materiais a cada ano.
Para os produtos que precisam ser comprados, a dica é pesquisar os melhores preços e fazer compras de grande volume em conjunto com os pais de outros alunos, além de dá preferência aos produtos sustentáveis.

Bons exemplos


Para facilitar a vida dos pais, algumas escolas já oferecem o acesso a materiais usados, promovendo, por exemplo, feiras de livros, como faz o Colégio Ítaca, em São Paulo. A instituição recebe livros didáticos e paradidáticos e os disponibiliza gratuitamente na feira, segundo a bibliotecária e idealizadora do projeto, Marta Regina Mingardi. “Ninguém gosta de jogar fora um livro, que é algo de tanto valor. O melhor é encaminhar para doação”, afirmou ao Instituto Akatu.
Segundo Mongardi, o projeto tem atraído cada vez mais a comunidade escolar. “A feira acontece paralelamente à venda de livros novos. Muitos pais passam primeiro na feira de trocas, para depois complementarem com itens novos o que ficou faltando da lista”, indica Marta Regina.

Os pais também aprovaram a ação, a exemplo de Daniella Sparvieri, que afirma se preocupar com o desperdício de materiais. “Se um livro não vai mais ser usado, não tem porque mantê-lo em casa”. Ela afirma ainda que também se procura com a conservação do material. “Eu conservo os livros, encapo, restauro. Um caderno que não terminou, por exemplo, podemos usar no ano seguinte”, ensinou Daniela.
Já na Escola Stagium, em Diadema (SP), a coordenadora pedagógica do colégio, Greice Urtado Ilha, afirmou que são feitas recomendações sobre o reaproveitamento dos materiais na circular. “Pedimos por escrito que os pais aproveitem o material e façam a reposição somente do necessário. Também trabalhamos a conscientização nas crianças, que são o canal para a mudança”, concluiu.

Pais mais conscientes

O envolvimento dos pais nesse tipo de ação é de grande importância, já que eles são referências para os filhos, como explicou o diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar. “Imagine que a cada ano, milhares de alunos compram materiais novos para as aulas, enquanto outros descartam ou acumulam itens que não têm mais uso, ou que ficaram esquecidos em casa. Promover a troca e doação destes materiais é uma solução por meio da qual todos são beneficiados: alguns têm as necessidades básicas de material escolar atendidas sem pesar no orçamento, enquanto que outros dão melhor destino para itens que poderiam ser desperdiçados, acumulados ou jogados fora sem necessidade”, ressaltou Mattar.

Fonte: Eco Viagem

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nov 19, 2012
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Conheça soluções da indústria para reciclagem de lixo eletrônico

Empresas adotam a prática da chamada logística reversa. O produto volta para onde foi fabricado e é reaproveitado como matéria-prima ou na forma de componente.

André Trigueiro

Os brasileiros entraram com grande entusiasmo na era da eletrônica, mas com pouquíssima disposição de reciclar o lixo eletrônico.

Segundo Ministério do Meio Ambiente, guardamos, no Brasil, 500 milhões de aparelhos sem uso em nossas casas. É muito lixo eletrônico. Quando se pensa em mundo, então, o número é mais impressionante.

O que se produz de lixo eletrônico por ano encheria tantos vagões de trem que daria a volta no planeta. A situação se agrava na proporção em que a vida útil dos aparelhos diminui. Um computador é trocado, em média, a cada dois anos. O celular, menos que isso (22 meses); a TV dura 10 anos; um DVD, entre quatro e cinco anos.

Isso faz com que o Brasil descarte, por ano: 97 mil toneladas de computadores; 115 mil toneladas de geladeiras; 140 mil toneladas de TVs; 2,2 mil toneladas de celulares; um bilhão de pilhas.

Nós já mostramos iniciativas públicas e de Organizações Não Governamentais (ONGs) para reciclar esse material que dão muito certo, mas o que muitos não sabem é que também existe a logística reversa – traduzindo: o produto volta para onde foi fabricado. É reciclado e reaproveitado, seja na forma de componente, seja como matéria-prima.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos tornou a logística reversa uma obrigação para todas as empresas do país. Deu prazo para que funcione e as empresas estão tratando de se adequar.

Não precisa esperar muito para aparecer mais gente com aparelhos velhos numa assistência técnica. “Liguei no serviço de atendimento ao consumidor e me informaram que essa era a loja mais próxima da minha residência”, fala a aposentada Thais Amaral Melo.

“A partir da assistência técnica uma empresa especializada coleta o produto. Ela desmonta esse aparelho e destina as peças adequadamente. Nós iniciamos esse programa em março de 2010 e até hoje nos coletamos cerca de 300 toneladas de produtos entre equipamentos, pilhas e baterias e de outros”, diz o diretor de sustentabilidade da Phillips, Márcio Quintino. Continue lendo »

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out 24, 2012
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Teste mostra se brasileiro faz a reciclagem de lixo corretamente

O JN instalou duas lixeiras em um local de São Paulo: uma verde, para lixo reciclável, e outra cinza, para não reciclável.

No fim de uma semana em que se falou tanto de meio ambiente, o JN fez um teste. O brasileiro está preparado para fazer a reciclagem? A equipe de reportagem foi às ruas de São Paulo verificar.

O cenário é o Largo 13, ponto movimentado da Zona Sul de São Paulo. Em um local, há uma caçamba para lixo eletrônico, onde as pessoas podem depositar celular, bateria e computador. Dentro, só não tem eletrônico. Tem água de coco, resto de comida, maço de cigarro e até bilhete da megasena. Perto dali, a reportagem instalou duas lixeiras: verde para lixo reciclável, cinza para não reciclável.

Na cidade onde só há lixeiras comuns e poucos pontos de coleta seletiva, elas chamam a atenção. Uma especialista em reciclagem assiste às imagens. Tem gente que acerta, mas uma mulher joga o maço de cigarro na lixeira não reciclável. Ele cai no chão e ela vai embora. Cascas de fruta vão parar no lixo reciclável. Comida é material orgânico, deve ir para o lixo não reciclável. O copo plástico e o guardanapo usado vão para a mesma lixeira.

“O guardanapo deveria ir para o lixo orgânico, porque ele já está engordurado”, esclarece Delaine Romano, do Fórum do Lixo de São Paulo. “O que não é reciclável: é o que a gente não quer. O que é sujo, guardanapo, as fraldas descartáveis. E o reciclável são as garrafas, as latas, o papel, papelão.”

A reportagem levou as lixeiras para uma cooperativa de reciclagem. E, quando foi aberta…

“O copinho de refrigerante que veio cheio e todo líquido esvazia em cima do material reciclável. E contamina”, alerta Delaine.

O descarte incorreto atrapalha o trabalho dos funcionários da cooperativa, que perdem tempo selecionando um material que não vai ser reaproveitado.

“O que falta são campanhas de educação ambiental, informações ao munícipe, que ele saiba o que ele tem que descartar em cada lixeira. Vai mudar muito o comportamento do brasileiro de um modo geral”, conclui Delaine.

Fonte: G1

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set 24, 2012
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Brasil recicla menos de 2% do potencial, diz especialista

Alana Gandra
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro

O Brasil ainda tem 4 mil lixões e apenas 30% a 40% do total coletado no país são dispostos em aterros sanitários adequados. Além disso, a reciclagem é muito baixa no Brasil, segundo o secretário da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, Antonio Simões Garcia. Ele informa que os serviços de aproveitamento de material descartado não transformam no país sequer 2% do volume que pode ser reciclado.

Garcia disse que estão “muito próximos da realidade” os números divulgados nesta sexta-feira (14) na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), segundo os quais apenas 40% do lixo separado dentro de casa pelos brasileiros são coletados seletivamente ao chegarem na rua.

Alex Cardoso, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, acrescentou que, do total de lixões ainda existentes no Brasil, 1.700 mil estão na região Nordeste. “Chega a ter cidades com dois lixões”, informou. O movimento avalia que há grande mobilização da sociedade em torno da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a coleta seletiva para municípios com mais de 30 mil habitantes.

Segundo Cardoso, no entanto, esse processo ainda é “tímido” no Brasil, “porque a política já tem dois anos e cerca de 40% dos municípios brasileiros ainda têm lixões e não dispõem de sistema de coleta seletiva”. O integrante do movimento lembra que, até 2014, os lixões terão que ser desativados. Segundo ele, com a implantação da coleta seletiva e a desativação dos lixões, haverá também a inclusão dos catadores. Continue lendo »

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jul 25, 2012
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Faça sua parte pelo meio ambiente: recicle

Reciclar o lixo é uma ação que depende de todos e em tempos em que os recursos naturais e a quantidade de resíduos não andam na mesma velocidade, a conscientização precisa crescer o mais breve possível

Reciclar o lixo é uma ação que depende de todos para diminuir o risco para nossa saúde e nosso planeta. Em tempos em que os recursos naturais e a quantidade de resíduos não andam na mesma velocidade, a conscientização em torno da reciclagem precisa crescer o mais rápido possível.

Segundo dados divulgados pelo Ibope, em 31 de maio de 2012, 86% da população brasileira concorda que a reciclagem do lixo é um dever de todos, porém, apenas 26% declarou que recicla sempre ou frequentemente. A pesquisa ainda mostra que as pessoas com idade entre 35 e 75 anos reciclam mais.

Em nossas próprias casas e locais de trabalho é possível separar o lixo reciclável e encaminhar para os locais adequados de destinação (coleta seletiva, cooperativas, pontos de recepção, etc). A Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo preparou um material especial e bem completo sobre reciclagem, com informações sobre coleta seletiva, destinação de lixo eletrônico e dicas de lugares para levar seu lixo reciclável.

Fonte: Governo de São Paulo

Fonte: Ecoviagem

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jul 18, 2012
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Difíceis de reciclar, monitores colocam consumidores e catadores em risco

São Paulo – Composto de materiais rentáveis, se bem separado, o lixo eletrônico também guarda segredos e perigos para consumidores e catadores de materiais recicláveis. Apesar do descarte anual de milhares de peças, o processo de reciclagem ainda é caro e complexo. A manipulação errada de certos equipamentos, como monitores de vídeo, pode levar à contaminação de pessoas e do meio ambiente, afirmam especialistas ouvidos pela Rede Brasil Atual.

Até descobrir que os monitores de computador têm grande quantidade de chumbo e não podem ser violados, o catador Flávio Custódio “metia a marreta” para abrir os equipamentos que chegavam à sua cooperativa. “A gente metia marreta para limpar o material fino”, lembra Custódio.

“Já abri monitor. Não conhecia os perigos de contaminação, mas sabia do valor do cobre”, conta Walisom Borges da Silva, diretor de cooperativa de catadores em São Paulo. “Eu pensava que fosse vidro no interior do monitor, quando descobri sobre o chumbo fiquei assustado porque já corri esse risco muitas vezes”. Nas ruas, não é raro encontrar monitores desmontados, diz. “Tem gente que deixa o restante encostado em algum poste e pega só o cobre. Essa é a realidade”, constata.

Dos diversos equipamentos eletrônicos recebidos por catadores, como Flávio e Walisom, o produto mais difícil de dar destinação adequada são os monitores, explica a professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora geral do Laboratório de Sustentabilidade (Lassu) da Escola Politécnica da USP.

Apesar de existirem empresas que realizam a reciclagem desses equipamentos, “o custo é muito alto para limpar”, diz a professora. “Os monitores são o pior problema do lixo eletrônico, quase 70% dele é composto por chumbo e é contaminante”, adverte Carlos Alberto Conde Regina, do Instituto GEA – Ética e Cidadania.

Presente de grego

A recepção de monitores acaba sendo um “presente de grego” para os catadores, diz Mariana de Moraes Coelho, do instituto GEA. “Quem tem alguma consciência guarda em casa por falta de saber o que fazer ou acaba enviando para cooperativas junto com outros materiais como se fosse uma forma de compensar: ‘você pega meu problema e leva um pouquinho de material reciclável’”, cita.

Por falta de informação de usuários e catadores, boa parte dos monitores acaba indo para lixões. Inteiros ou violados, esses equipamentos “estão sendo deixados como lixo normal, no meio de outros resíduos, e podem contaminar pessoas”, lamenta Carlos.

Fabricantes como a Dell e a Itautec recolhem os produtos. Mas um infindável número de aparelhos acaba descartado irregularmente. Continue lendo »

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jul 16, 2012
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Especial Reciclagem para crianças. Leitura fácil e divertida para ensinar as crianças.

Vamos falar hoje de reciclagem! Nunca ouviu falar nesta palavra? Mas agora você vai saber tudo sobre reciclagem.

Reciclar é reaproveitar materiais orgânicos e inorgânicos para serem utilizados novamente. Mas o que é material orgânico e inorgânico? Qualquer coisa que tem origem animal é considerado material orgânico. E tudo que não tem origem biológica é considerado material inorgânico.

Os alimentos, por exemplo, são considerados materiais orgânicos. As sobras destes alimentos como as cascas de legumes e frutas que vão para o lixo de cozinha também são considerados materiais orgânicos e podem ser reaproveitados. Ou melhor, podem ser reciclados para serem reaproveitados.

O lixo da nossa cozinha, por exemplo, pode ser transformado em adubo. Os adubos são fertilizantes utilizados na terra para enriquecer os solos das plantações. Olha que legal! Utilizamos alimentos para fazer mais alimentos! Este é o espírito da reciclagem: transformar, processar o lixo, para ser utilizados novamente.

Os materiais inorgânicos como: garrafas de vidro e plásticas, latas de refrigerante, borracha, entre outros, também podem ser reciclados. Nestes casos, é muito comum que se reutilize o próprio material, ou seja, latas de refrigerante são processadas e transformadas em novas latas, assim como as garrafas de vidro também são preparadas de forma a serem reutilizadas.

Para colaborar no processo de reciclagem o lixo é separado em 4 latas diferentes: metal, papel, vidro e plástico. Cada lata é representada por uma cor diferente:

Papel – Azul
Metal – Amarelo
Vidro – Verde
Plástico – Vermelho

Este tipo de coleta de lixo é chamado de Coleta Seletiva.

Agora que você já sabe tudo sobre reciclagem, já pode imaginar quanto lixo podemos reutilizar! Assim poupamos energia e matéria prima e ainda não poluímos o planeta.

Atualmente, o lixo é problema mundial. Todos os dias acumulamos toneladas de lixo que são levados para aterros sanitários, mas o problema é que o planeta já não suporta esta quantidade de detritos e além disto muitos materiais levam muito tempo para se decomporem. Veja na tabela abaixo quanto tempo demora a decomposição do vidro!

Papel: de 2 a 4 semanas
Palitos de fósforos: 6 meses
Papel plastificado: de 1 a 5 anos
Chicletes: 5 anos
Latas: 10 anos
Couro: 30 anos
Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
Latas de alumínio: de 80 a 100 anos
Tecidos: de 100 a 400 anos
Vidros: 4.000 anos
Pneus: indefinido
Garrafas PET: indefinido

Outro ponto importante é o quanto de energia e matéria prima poupamos!

Quantas árvores não deixamos de cortar reciclando papéis, jornais e revistas. Quantas máquinas que utilizam eletricidade ou por vezes combustíveis deixamos de ligar poupando energia.

Tudo isto é importante para preservar a natureza e garantir um futuro melhor para o nosso planeta e para a humanidade!

Não perca tempo, é tempo de reciclar!

Fonte: SmartKids

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