Navegando em " sustentável"
mar 6, 2014
Metagreen

Sete dicas para tornar seu cachorro sustentável

Um cachorro, por incrível que pareça, pode apresentar risco ao meio ambiente

Mesmo sendo um animal, o cachorro causa impactos ambientais. Por exemplo: o que você faz com o saco de ração do seu bichinho? Você limpa o cocô dele quando vocês passeiam na rua? De que modo? Saiba agora quais são os sete passos para tornar o seu cão mais sustentável:

1. Catar a caca

Ao sair com seu cão, é importante coletar as fezes dele para não sujar as vias públicas e nem ameaçar a saúde de outras pessoas (já que as fezes caninas podem transmitir doenças). Mas isso não basta. Colocá-las dentro de um saco plástico para transferir o cocô para o lixo não é uma medida boa para o meio ambiente, pois o plástico demora muito para se degradar. Há alternativas mais ambientalmente corretas para a questão, como utilizar um kit de papel e papelão (veja aqui).

2. Compostagem

A compostagem de resíduos provenientes dos animais é a dica mais correta, embora seja difícil de implantar. Se você possui disponibilidade e tem os meios corretos para fazer, a compostagem do resíduo do seu cão é uma alternativa ecológica, pois não recorre a aterros e preserva hidrovias. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) possui uma cartilha de como começar a compostagem dos resíduos do seu cachorro (clique aqui e veja).

3. Faça brinquedos para eles

Você já se perguntou por que muitos brinquedos de cachorro são coloridos, sendo que caninos não descriminam cores? A resposta é simples: na verdade, os brinquedos destinados a cachorros são comercializados para seus donos humanos. Os cães não possuem nossa sensibilidade, não se preocupam com moda, não distinguem entre “velho” e “barato” ou “novo” e “caro”. Então, por que não transformar objetos antigos em um novo brinquedo para o seu cão? Veja dicas:

• Roupas velhas: amarre uma camiseta velha em nós.
• Colher de pau: que tal reaproveitar a colher de pau velha para ser o novo graveto do seu cão?
• Filhote feito de costura: use trapos velhos e faça “filhotes” de cachorro.

4. Comida não

O problema de obesidade está afetando não só os humanos, mas também os animais de estimação. Não exagere na quantidade de comida dada ao seu animal e você fará um bem à saúde dele. Caninos domesticados são bons em regular sua própria ingestão de resíduos, mas não acostume eles incorretamente.

5. Venenos

Muitas vezes, o que é bom para o meio ambiente é bom também para a saúde do seu cão. Você pode ter ouvido falar que pesticidas comuns para gramado podem levar seu cão à morte, mas você já pensou a respeito das coleiras anti-pulgas? Pois é, venenos de pulgas convencionais incluem pesticidas que podem adoecer e matar milhares de cães por ano. Os organofosforados geram os principais problemas. Será que é realmente necessário utilizar produtos químicos para exterminar pulgas e carrapatos que infestam o corpo do seu animal? A resposta é não: existem várias alternativas não tóxicas e ecológicas que podem ajudar, como: água e sabão, terra diatomácea e armadilhas elétricas para pulgas.

E cuide sempre muito bem do seu animal de estimação, fazendo a higiene dele com frequência.

6. Alimentação

Muitas refeições para cachorros são feitas a partir de derivados de carne. Imagine o tamanho do impacto que toneladas de ração não causam no planeta, se levarmos em conta o gasto com água, energia, transporte e emissão de CO2 (que é muito grande na criação de gado). Portanto, procure comprar para o seu cão produtos naturais e que não sejam derivados da carne. E sempre recicle a embalagem da ração.

7. Casinha de cachorro

Se você precisa construir um lar para seu animal, construa-o utilizando madeiras que foram descartadas de outras construções. Se você não tiver como fazer isso, compre casinhas produzidas com materiais reciclados ou biodegradáveis.

Fonte: Ecycle

Gostou? Compartilhe:
dez 4, 2013
Metagreen

O tecido de fibra de bambu é realmente sustentável?

O tecido de fibra de bambu não se difere dos tecidos feitos com fibras de viscose, que acaba sendo prejudicial ao meio ambiente

Muitas empresas acabam vendendo o conceito de sustentabilidade através da utilização de tecidos feitos de fibra de bambu.

A realidade é que, apesar do bambu ser uma planta com inúmeras vantagens se comparadas às árvores normalmente utilizadas em processos industriais, o popularmente chamado tecido de fibra de bambu tecnicamente não existe.

Trata-se de uma fibra de viscose, feita através de um processo bem semelhante ao utilizado na fabricação de outros tecidos. Ou seja, um processo tóxico e muito prejudicial à natureza.

O bambu é um vegetal abundante e seu crescimento é rápido. Além disso, não é necessário o replantio após o corte, já que a planta volta a crescer naturalmente.

Para a fabricação de tecidos, fibras vegetais são utilizadas. Todas as plantas possuem fibras, porém de diferentes tamanhos e espessuras. As fibras naturais do bambu são muito curtas, de 2 a 6 mm de comprimento, e não podem ser usadas para produzir tecido que necessita de, no mínimo, 30 mm.

Através de processo químico é possível transformar as fibras de bambu em um fio sintético conhecido como fibra de viscose. Essa fibra pode ser feita através de qualquer fibra que tenha celulose e seus fios têm as mesmas características físicas e químicas, independente da planta original. Ou seja, um fio de viscose de eucalipto é exatamente igual a um de viscose de bambu.

Na fabricação de viscose é utilizado o dissulfeto de carbono (CS2), um produto altamente nocivo ao meio ambiente. Além disso, algumas das anunciadas propriedades, como proteção contra Ultra Violeta (UV) e propriedade antibacteriana também são incorretas.

No Brasil não há esse tipo de produção que é muito comum na China.

Fonte: Pensamento Verde

Gostou? Compartilhe: