nov 26, 2013
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Você sabe o que é Amazônia Legal?

Constituída geograficamente por nove estados, a Amazônia Legal é um conceito político criado para o planejamento de ações em áreas de risco

Este conceito foi criado em 1953 para definir uma extensa região que enfrentava os mesmos problemas sociais e econômicos. O objetivo era possibilitar o planejamento de ações para melhoria das condições de vida das populações dessas áreas.

Mas, geograficamente, o que é a Amazônia Legal? As fronteiras desta área mudaram ao longo do tempo e atualmente ela pode ser caracterizada como a área banhada pela Bacia Amazônica.

A Amazônia Legal é formada por parte do Maranhão e mais oito estados inteiros: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Segundo dados do IBGE, a área possui uma extensão de 5.217.423 km² e corresponde a 61% do território brasileiro. Mas apesar de ter um vasto território, a densidade demográfica desta região é baixa, abrigando pouco mais de 12% da população nacional. Neste número incluem-se 55% das populações indígenas brasileiras.

Apesar de englobar toda a Amazônia Brasileira – o mais extenso dos biomas nacionais e uma das maiores florestas tropicais úmidas do planeta – a Amazônia Legal não é necessariamente a exata área ocupada por esse ecossistema, ela também engloba cerca de 20% do cerrado brasileiro, por exemplo.

Ainda segundo o IBGE, entre as suas especificidades, a região detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da água potável disponível no mundo.

A Amazônia Legal passa por um dos maiores processos de regularização fundiária do país, por meio do Programa Terra Legal, que tem o objetivo de legalizar as terras ocupadas por cerca de 300 mil posseiros, dezenas de municípios e até capitais de estado.

Com o ordenamento fundiário nos nove estados que integram o território, o Governo Federal também busca reduzir o desmatamento e ampliar as ações de desenvolvimento sustentável na região.

Fonte: Pensamento Verde

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nov 19, 2013
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As diferenças entre o aterro controlado, o sanitário e o lixão

Conheça qual a melhor forma de armazenamento para o lixo urbano, causando o menor impacto possível no meio ambiente com foco na sustentabilidade.

Segundo a Associação Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), cada brasileiro produz de 600 gramas a 1 quilo de lixo por dia. Se multiplicarmos este valor pela quantidade de habitantes em nosso país, o resultado é 240 mil toneladas de resíduo todos os dias. E apesar de 45% do lixo brasileiro ser reciclável, apenas 2% é realmente reciclado.

Os outros 98% de resíduos vão para três tipos de instalações: os lixões, os aterros controlados e os aterros sanitários. Na teoria, o melhor destino para o lixo seria os aterros sanitários, mas a maioria esmagadora dos detritos vai para os lixões a céu aberto e sem nenhum tipo de tratamento ou controle ambiental.

Se você não sabe a diferença entre os lixões e os aterros, confira:

Lixão

É a pior forma de armazenar e tratar o lixo urbano, mas é justamente a mais usada. Os lixões são depósitos abertos e desprovidos de qualquer tratamento para os resíduos. Não é feita nenhuma forma de preparação do solo que vai receber os detritos, além de não existir estações para o tratamento de efluentes líquidos, como o chorume (líquido escuro produto da decomposição orgânica), que consequentemente penetra no solo causando a contaminação da terra e dos lençóis freáticos.

O gás produzido pela decomposição do lixo, chamado de Biogás, composto por CO2, metano e vapor d’água também é liberado no ambiente sem qualquer tratamento.

Além da poluição do ambiente, o lixo atrai animais transmissores de doenças, como ratos e insetos. Situação que aumenta o risco de contaminação das pessoas que trabalham no local. Muitas famílias tiram seu sustento dos lixões, onde procuram materiais recicláveis e até comida. Deste modo, este tipo de instalação resulta em problemas de ordem ambiental e social.

Aterro controlado

Instalação intermediária entre os lixões e os aterros sanitários. Normalmente, são áreas mais antigas de lixões que são remediadas para diminuir os impactos ambientais e receber mais resíduos.

Os aterros controlados recebem uma cobertura de argila e grama diariamente em cima do lixo, prática que diminui o impacto visual e o mau cheiro, além de evitar a proliferação de insetos e animais. Também é feita a captação do biogás, que ao invés de ser liberado sem tratamento, é queimado.

O problema fica por conta do chorume, que por falta de impermeabilização da base, contamina o solo e os lençóis freáticos.

Aterro sanitário

Estruturas bem mais desenvolvidas e ligadas à sustentabilidade, os aterros sanitários são as instalações adequadas para o lixo urbano. Tudo é pensado para causar o menor impacto socioambiental, desde a preparação do terreno até a revitalização do espaço a partir do momento que já não for viável a utilização do espaço para o armazenamento dos resíduos.

Antes de receber o lixo, o solo é impermeabilizado com mantas de PVC e argila, deste modo o solo e os lençóis freáticos ficam protegidos da contaminação. O chorume é coletado e depositado em poços de tratamento.

O biogás, resultante da decomposição do lixo, é captado para ser queimado ou é aproveitado como fonte de energia. Além disso, o aterro prevê a cobertura diária dos resíduos como prevenção contra pragas urbanas.

Fonte: Pensamento Verde

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nov 11, 2013
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São Paulo planeja produzir 69% de sua rede elétrica a partir de fontes renováveis até 2020

Ação do governo estadual, Plano de Energia paulista irá reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa ao incentivar a geração de energias ecologicamente corretas.

O governo de São Paulo apresentou, no dia 18 de julho, o Plano de Energia Paulista, que tem o propósito de produzir 69% de toda energia do Estado a partir de fontes renováveis até 2020. A meta é obedecer à lei paulista que determina, ainda nesta década, a redução em 20% do volume de emissão de gases de efeito estufa (GEE), em relação ao ano de 2005.

Em 2010, as fontes renováveis correspondiam a 55% do total da geração energética estadual, entretanto, atitudes já estão sendo tomadas para que o objetivo seja alcançado, pois, no último Leilão de Energia A-5, realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo, no dia 29 de agosto, foram rejeitados os três projetos de usinas térmicas a carvão, que se concretizados, segundo a ONG WWF-Brasil, resultariam na dissipação de 10 milhões de toneladas de gás carbônico por ano.

De acordo com o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, haverá incentivos para as produções no setor sucroenergético, isto é, etanol à base de cana-de-açúcar, beterraba e grãos, além de outros tipos de bioenergia, como gás natural. Ainda no Leilão, foram incluídos projetos para a construção de 16 térmicas a biomassa, sendo nove licitados, ou seja, será aumentada a capacidade de criação de eletricidade a partir de resíduos urbanos, industriais e agrícolas, como bagaço e palha de cana-de-açúcar.

Ainda na questão de abastecimento energético, em âmbito nacional, o governo promete recuar seus planos de desenvolver pesquisas e fornecimento de energia nuclear, que representa 1% da geração do Brasil, devido à preocupação de acontecer alguma tragédia por conta de vazamentos, como ocorreu no Japão, em 2011. Por outro lado, a tendência é de que a produção de energia eólica seja expandida, pois seus custos estão se tornando mais baixos e, consequentemente, acessíveis.

Atualmente, as usinas hidrelétricas correspondem a 75% da rede energética do País e o consumo de eletricidade aumentou 3,5% só em 2012. Visando atender a demanda imediata, foram disponibilizadas propostas para a criação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), no evento organizado pelo CCEE. Ou seja, assim como em São Paulo, outras iniciativas que busquem produzir energia limpa devem ser elaboradas e apoiadas para que a nação se torne eficiente energeticamente.

Fonte: Pensamento Verde

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nov 4, 2013
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Entenda os conceitos de ecoterrorismo e violência ambiental

Quando ações do homem contra a natureza provocam a reação do próprio homem contra ele mesmo, numa tentativa de salvar o meio ambiente.

A poluição do meio ambiente e o uso impróprio dos recursos naturais levam a população a se engajar, formando grupos de defesa ecológica. O que muitas vezes acontece, é que estes grupos cometem crimes contra propriedades privadas. Este seria um resumo de como os conceitos do ecoterrorismo e da violência ambiental se relacionam.

Violência ambiental

A violência ambiental nada mais é do que a poluição do meio ambiente, a exploração indiscriminada de recursos não renováveis, ou seja, o impacto da humanidade na natureza. Podemos citar como exemplo o desmatamento, quase metade de toda cobertura vegetal do planeta já virou cinza, dos 62,2 milhões de km² de florestas, só restam 38,7 milhões. Outras violências ao meio ambiente seriam o despejo de resíduos sem tratamento, incluindo esgoto e lixo industrial depositados em rios, lagos e oceanos; a poluição do ar, causada pela queima de combustíveis fósseis, geração de energia e atividades fabris; a utilização de recursos não renováveis, como o petróleo e a extinção de espécies que constituem a fauna e a flora.

Ecoterrorismo

O ecoterrorismo é praticado, justamente, como forma de reação à violência ambiental. Organizações defensoras da natureza muitas vezes cometem crimes contra governos ou empresas que por algum tipo de ação, estão prejudicando o meio ambiente. O foco é prejudicar quem está contribuindo para a destruição do meio ambiente. Casos de ecoterrorismo incluem a pichação e interdição de fábricas ou usinas termoelétricas de energia, invasão de propriedade privada, obstrução de vias públicas, entre outros.

Outra definição para o conceito de ecoterrorismo seria a destruição intencional e deliberada de recursos naturais para prejudicar países ou organizações rivais. Este tipo de situação acontece frequentemente em guerras declaradas entre nações. Um exemplo seria a utilização de agentes biológicos para a contaminação de suplementos de água de uma determinada região, disseminando doenças.

Fonte: Pensamento Verde

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out 31, 2013
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Começamos a contagem regressiva para a XV FIMAI: faltam cinco dias!

Este ano a XV FIMAI – Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade a feira acontece em novo horário: das 13h00 às 20h00, entre os dias 5 e 7 de novembro de 2013, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte.

Em 2013, a Fimai atinge sua 15ª edição contemplando inovações nos setores de Ar, Água e Solo em nível mundial, com destaque para os avanços e principais ações que estão sendo desenvolvidas em prol da PNRS em todo o Brasil.

Na feira serão expostas as principais inovações em produtos e serviços para as muitas fases de gerenciamento e reciclagem de todo tipo de materiais com objetivo de fazer a gestão ambiental adequada do Solo, da Água e do Ar. Os setores participantes compreendem empresas de consultoria e prestação de Serviços Socioambientais; Educação, Ecopedagogia e Comunicação Ambiental; Equipamentos, Tecnologias limpas e Soluções Ambientais; Fundos de Investimentos; Gerenciamento de Resíduos Industriais; Laboratórios de Análises Químicas Ambientais; Mercado de Créditos de Carbono; Inventário de Emissões; Segurança, Saúde e Higiene Ocupacional; Sistemas de Gestão Integrados; Análises e Gerenciamento de Riscos; Tratamento de Efluentes e Reúso de Água; Remediação de Áreas Contaminadas; Emissões Atmosféricas; Legislação Ambiental; Saneamento Ambiental; Biotecnologia; Emergências Ambientais; Transporte de Produtos Perigosos, entre outros.

O grande diferencial do evento é que, ao longo desses 15 anos de realização, vem contemplando, continuamente, uma gama diversificada de ações em prol da sustentabilidade, valorizando-se, especialmente, como ponto de encontro para profissionais especializados, entre representantes técnicos, acadêmicos, políticos e institucionais, que reconheceram a contribuição da feira e eventos paralelos para a atualização no segmento socioambiental em nível mundial.

o pré-credenciamento on-line para visitar a feira está disponível até o dia 31/10 no link:
http://www.credenciamento.com.br/2013/VisitanteFimai/Visao/CLT_Identificacao.aspx

Após essa data a inscrição só poderá ser feita no local!

A visitação é gratuita!

 Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial
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out 28, 2013
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Cientistas chineses criam janela capaz de poupar e gerar energia

Cientistas chineses anunciaram nesta quinta-feira o desenvolvimento de uma janela “inteligente”, que consegue economizar e gerar energia ao mesmo tempo, podendo reduzir os gastos dos edifícios com a conta de luz.

Enquanto nos ajudam a nos sentirmos mais próximos do mundo exterior, as janelas deixam que o calor escape dos prédios no inverno e que raios solares indesejáveis entrem no verão.

Esse inconveniente inspirou uma busca por janelas “inteligentes”, capazes de se adaptar às condições climáticas do exterior.

As janelas inteligentes atuais se limitam a regular a luz e o calor do Sol, deixando escapar grande parte de sua energia potencial, explicou à AFP o coautor da pesquisa, Yanfeng Gao, da Academia Chinesa de Ciências.

“A principal inovação deste trabalho é que ele desenvolveu um dispositivo conceitual de janela inteligente para geração e economia de energia simultâneas”, emendou.

Há muito tempo engenheiros quebram a cabeça para incorporar células fotovoltaicas geradoras de energia às vidraças sem afetar sua transparência.

A equipe de Gao descobriu que um material denominado óxido de vanádio (VO2) pode ser usado como uma cobertura transparente para regular a radiação infravermelha do Sol.

O VO2 altera suas propriedades com base na temperatura. Abaixo de um determinado nível, é isolante e permite a penetração da luz infravermelha, mas com outra temperatura, torna-se reflexivo.

Uma janela na qual o VO2 tenha sido usado regula a quantidade de energia do sol que entra em um prédio, mas também dissipa a luz para células solares que os cientistas dispuseram em volta dos painéis de vidro, usadas para gerar energia, usada, por exemplo, para acender uma lâmpada.

“Esta janela inteligente combina geração e economia de energia em um dispositivo único, e tem potencial para regular e usar a radiação solar de uma forma eficiente”, escreveram os autores do estudo, publicado na revista Nature Scientific Reports.

Fonte: Terra

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out 14, 2013
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Cientistas projetam clima mais quente e menos chuvoso no Brasil a partir de 2040

Pesquisa aponta que desmatamento e emissão de gases de efeito estufa causarão instabilidades climáticas e prejuízo ao cultivo de produtos agrícolas

Após três anos de estudo sobre os impactos causados pelo aquecimento global no País, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, organismo científico criado pelo governo federal em 2009, publicou, no dia 9 de setembro, sua conclusão: as chuvas se tornarão mais escassas nas regiões Norte e Nordeste e as temperaturas vão subir em diversas áreas do Brasil até o final deste século.

A pesquisa aponta que biomas como Amazônia, Caatinga e Cerrado irão sofrer com a seca durante períodos longos, enquanto as regiões Sul e Sudeste terão um aumento no volume de chuva, de 5% a 20%. De modo geral, o calor deve ser elevado de 1°C a 5°C em todo o território nacional se as emissões de gases de efeito estufa e o aquecimento global seguirem no ritmo desenfreado que apresentam atualmente.

Trezentos cientistas brasileiros colaboraram com o projeto, entre as fases de levantamento de informação e análise de dados, e o resultado obtido aponta que a devastação excessiva das matas será o principal agente causador da ascensão da temperatura e diminuição da umidade no ar, ou seja, algo de conhecimento geral e que merece ações preventivas mais do que urgentes.

Entretanto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou, no dia 10 de setembro, que o desmatamento na Amazônia Legal (área que engloba Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) entre agosto de 2012 e julho de 2013 foi de 2.765,64 km², configurando uma alta de 35% em comparação com o período entre agosto de 2011 e julho de 2012, momento em que houve a derrubada de 2.051 km² de vegetação.

Para ter noção da gravidade do problema, existe a possibilidade de que o Semiárido, clima do interior dos estados nordestinos, se transforme numa extensão predominantemente desértica. Por outro lado, na região dos Pampas as expectativas são de que até 2040 a chuva aumente de 5% a 10% e que o clima suba 1°C.

Em números, o Pantanal deverá ter acréscimo em torno de 1°C e redução de 5% a 15% daqui aproximadamente 30 anos, porém, é estimado que o clima fique entre 3,4°C e 4,5° C mais quente e que as pluviosidades baixem de 35% a 45% a partir de 2070. Já no Cerrado projeta-se o aquecimento de 1°C e chances de 10% a 20% de chuvas mais escassas.

Desmatamento da Amazônia

Estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), órgão instituído pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmam que até 2030 haverá quedas significativas no cultivo de feijão, arroz, soja, trigo, milho e algodão. Os prognósticos apresentam grandes ameaças, pois as alterações do tempo podem afetar a produção de itens agrícolas, ou seja, prejudicarão diretamente o desenvolvimento econômico do País.

De acordo com a ONG WWF-Brasil, 75% das emissões de gases de efeito estufa são provenientes do desmatamento, isto é, desenvolver programas de proteção a áreas reservadas à natureza fará com que se recuem imediatamente os índices de poluentes disseminados no meio ambiente, ou seja, uma só ação colabora para a solução de dois imensos problemas.

Fonte: Pensamento Verde

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out 7, 2013
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Mulher viveu 738 dias na copa de uma árvore para evitar que espécie milenar fosse cortada

Para combater a devastação promovida por uma empresa madeireira, a ambientalista Julia Butterfly Hill enfrentou variações climáticas, 60 metros de altura e precárias condições de vida.

Estamos numa época em que a preservação da natureza é essencial tanto para a vida do planeta Terra quanto à existência da humanidade. Entretanto, o que você está fazendo a respeito disso? Apenas curtindo e compartilhando páginas de campanhas ambientais em redes sociais? Ou comprando produtos com selos ecológicos no mercado? Para Julia Butterfly Hill, isso não é o bastante, pois a moça foi capaz de passar dois anos e oito dias na copa de uma árvore para salvar do desmatamento uma sequoia de 1.000 anos.

Tudo começou em 1997, após um deslizamento de terras que acarretou a ruína das casas próximas da Floresta Headwaters, na cidade de Strafford, na Califórnia (EUA). A tragédia se deu por conta de uma empresa madeireira, cujas atividades causaram a alteração do ecossistema local.

Sensibilizada com a situação de desamparo das pessoas do vilarejo e da degradação do bosque, Julia se aliou a ambientalistas e metalúrgicos locais para impedir a devastação da natureza. À medida que a derrubada de árvores progredia, a garota tomou uma atitude drástica: escalou uma sequoia milenar, de aproximadamente 60 metros de altura, e decidiu que só desceria quando fosse extinta a possibilidade de corte do espécime carinhosamente apelidado de Luna.

É óbvio que a corporação não deixou barato, arrastando o processo por 738 dias. Enquanto isso, a menina, ainda por volta dos 23 anos, enfrentou o tempo e o vento, além de tempestades e outras condições climáticas, para concluir sua missão de salvamento. Embora sozinha, Julia não estava solitária, pois teve o auxílio de uma equipe que lhe forneceu alimento, um fogareiro, uma bolsa hermética (para as necessidades fisiológicas) e uma esponja para se lavar com a chuva.

Apesar dos utensílios domésticos e de camping, a sensação de estar numa casa da árvore passou longe da moça, já que se abrigava (ou equilibrava?) em uma plataforma de somente 3 m², coberta por uma lona. Atualmente, comentários dando à Julia o título de “heroína” circulam pela internet, entretanto: “Sou uma mulher, me machuco. Sou real”, desabafa ela.

Na batalha, os madeireiros tentaram amedrontar Julia com a queima dos vegetais de tronco próximos àLuna, gerando uma fumaça que irritou os olhos e a garganta da moça. Assustada: “Eu chorei, chorei todo dia”, conta. Julia escutou os “gritos” de cada árvore e o baque delas após chegarem ao chão. “Não é só um barulho, é um sentimento. É um clamor que nos invade.”, comenta a ativista.

O passar do tempo fez com que o embate ganhasse o interesse internacional, uma vez que Julia utilizava painéis solares para manter funcionando a bateria de seu celular para dar entrevistas aos jornais e se manter informada. Em conjunto com o esforço da ambientalista, a exposição midiática e a pressão pública fizeram com que a empresa exploradora de madeira assinasse um documento de valor judicial no qual incluía Luna à lista das árvores a serem preservadas.

Ambientalista Julia Butterfly Hill

Fonte: Pensamento Verde

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out 1, 2013
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Companhia suíça desenvolve ônibus elétrico recarregado a laser

O protótipo da ABB não emite CO2, possui articulações, tem capacidade para transportar 135 passageiros, não necessita de fiações suspensas e pode durar até 10 anos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6 milhões de pessoas morrem por respirar substâncias tóxicas e, conforme o médico especialista em poluição atmosférica e professor da USP, Paulo Saldiva, entre 70% e 90% dos poluentes lançados ao ar são produzidos por veículos. Porém, está em fase de testes um protótipo que pode revolucionar o transporte coletivo e torná-lo sustentável: o ônibus elétrico recarregado a laser.

A companhia ABB, da indústria energética, apresentou no 60º Congresso da Associação Internacional de Transportes Públicos, realizado em Genebra, na Suíça, o projeto piloto denominado Trolleybus Optimisation Système Alimentation (TOSA) 2013, que é reenergizado completamente de 3 a 4 minutos e irá reduzir drasticamente as emissões de gás carbônico.

Articulado e com capacidade para transportar aproximadamente 135 passageiros, o modelo funciona por meio de um dispositivo a laser localizado no teto do automóvel, que faz conexão com os carregadores instalados nos pontos de ônibus. Estima-se que o veículo opere com potência de 400 quilowatts e tenha suas baterias recarregadas em 15 segundos, a partir da terceira ou quarta parada, através do sistema chamado “flash de carga”.

Trolleybus Optimisation Système Alimentation. Foto: facepla

Como benefícios, o produto da ABB não precisa de fiações suspensas espalhadas pelas vias, conta com reabastecimento rápido (o grande impasse dos coletivos elétricos até o momento), promete agilidade ao trânsito, produz menos barulho e pode durar até 10 anos, com a manutenção certa. Porém, o TOSA será movido por energia de hidrelétricas, ou seja, requer controle e estudo para não haver demanda por novas usinas e, consequentemente, alteração de áreas em que predomina a natureza.

Fonte: Pensamento Verde

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set 23, 2013
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Começa em Estocolmo conferência sobre o aquecimento global

Estocolmo – O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês) iniciou nesta segunda-feira (23) uma conferência em Estocolmo para apresentar um novo balanço e diagnóstico sobre o aquecimento global.

A organização, que reúne milhares de cientistas, revelará na sexta-feira, após quatro dias de debates, o primeiro volume de um relatório completo sobre as mudanças climáticas, suas consequências e os meios para combater o problema.

Este será o quinto relatório do painel desde sua criação em 1988.

O documento confirmará a responsabilidade do ser humano e a intensificação de alguns eventos extremos, segundo uma versão provisória do texto obtida pela AFP.

“As provas científicas da mudança climática se reforçam a cada ano, deixando poucas incertezas além das graves consequências”, afirmou o presidente do IPCC, Rajendra Pauchi, durante a abertura da conferência em Estocolmo.

Em 2007, o IPCC gerou uma mobilização sem precedentes as respeito do clima, o que rendeu a atribuição do prêmio Nobel da Paz ao lado do ex-vice-presidente americano Al Gore.

Fonte: Info Abril

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